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O estudo sobre adesão terapêutica, realizado pela equipa multidisciplinar da Fundação Renal Portuguesa no âmbito do Programa S.M.S. – Saúde, Mental e Social foi apresentado numa das comunicações orais do Encontro Renal 2017. Os resultados deste trabalho desenvolvido junto dos utentes do Centro de Portalegre foram alvo de grande interesse por parte da comunidade presente no fórum que teve lugar em Vilamoura nos passados dias 6, 7 e 8 de Abril.

A comunidade ligada à doença renal reuniu-se no Algarve para três dias de debate, discussão e apresentação dos mais recentes desenvolvimentos ao nível do diagnóstico e do tratamento desta patologia. Durante este período realizaram-se três eventos em paralelo: o XXXI Congresso Português de Nefrologia, o XXXI Congresso da Associação Portuguesa de Enfermeiros de Diálise e Transplantação (APEDT) e o IX Congresso Luso-Brasileiro de Nefrologia.

Perante um programa rico e preenchido, a Fundação Renal Portuguesa teve oportunidade de dar a conhecer os resultados intermédios do estudo que está a ser desenvolvido pela equipa da FRP no sentido de aumentar os índices de adesão à terapêutica. A comunicação foi realizada pelo enfermeiro-chefe da instituição, Luís Anacleto, que, perante uma sala completamente cheia, teve a oportunidade de mostrar algum do trabalho desenvolvido no sentido de melhorar o tratamento dos insuficientes renais crónicos e proporcionar-lhes mais qualidade de vida.

Durante a sessão, o responsável de enfermagem da instituição explicou como foi realizado o estudo que se baseou na prática e na política institucional de tratamento integral do doente. As barreiras na adesão à terapêutica tornam mais complicada a situação clínica e a eficácia do tratamento do Insuficiente Renal Crónico. Podem “conduzir ao aumento de hospitalizações e pioria de prognóstico da doença pelo que é fundamental intervir”, explicou. Com o estudo realizado, a equipa obteve mais informação e teve a “possibilidade de efetuar um acompanhamento ainda mais próximo e contínuo, com contacto mais frequente, em que se detetam dificuldades, procuram soluções, e há uma maior perceção das necessidades”, sublinhou.

Os dados recolhidos e analisados para a concretização do estudo potenciaram um maior conhecimento das particularidades da doença e de cada paciente. A equipa multidisciplinar não só “dá continuidade às ações e implementações de estratégias que visem continuar a promover a adesão terapêutica”, como promove “a melhoria da condição clínica e eficácia dialítica de todos os utentes do Centro FRP de Portalegre”, adiantou Luís Anacleto.

Para além deste momento, a equipa da Fundação Renal Portuguesa que participou nos trabalhos teve a oportunidade de assistir a alguns debates e conferências sob temas actuais na área da nefrologia.