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Carlos Silva é o Provedor do Doente da FRP

A Fundação Renal Portuguesa (FRP), instituição particularidade de solidariedade social com estatuto de Utilidade Pública, instituiu a figura do Provedor do Doente. Esta iniciativa prevista nos estatutos da organização tem como grande objectivo promover os direitos dos insuficientes renais crónicos. Esta é mais uma medida tomada no âmbito da missão da FRP que é o tratamento integral e humanizado de quem sofre com esta doença.

A prática diária na Fundação Renal Portuguesa tem como valor maior a busca do bem-estar de todos os utentes que, por força da sua condição de doentes renais crónicos, fazem tratamento na instituição. Todo o trabalho clínico é complementado por uma abordagem integrada que, através da ação em vários níveis – saúde, mental e social – pretende contribuir para a melhoria da qualidade de vida de quem enfrenta uma doença crónica e sofre todas as consequências daí inerentes.

É neste âmbito que a FRP criou a figura de Provedor do Doente. Carlos Silva, a quem foi diagnosticada a doença em 1978 e tem uma ampla experiência na área, foi o escolhido para desempenhar as funções de “responsabilidade, disponibilidade e conhecimento que o cargo exige”, afirmou.

Quando aceitou o desafio de ser Provedor do Doente, Carlos Silva assumiu um compromisso com todos os utentes da FRP. A partir de agora, quem faz o tratamento na Fundação Renal Portuguesa conta não só com as inexcedíveis competências e dedicação de todos os profissionais da organização como tem no provedor alguém com “disponibilidade total para ouvir e ajudar”, salientou Carlos Silva, não obstante as dificuldades que possam surgir.

O Presidente da Fundação Renal Portuguesa, José Guillade, salienta a particularidade da instituição que lidera ser a única no país que, numa política de proximidade junto dos doentes, prevê a existência de um cargo como o do Provedor do Doente. “A Fundação Renal Portuguesa assumiu, desde a sua constituição, um compromisso com a sociedade civil. O tratamento integral e humanizado do Insuficiente Renal Crónico é a razão de existir desta instituição. Praticamos a hemodiálise de acordo com o que de melhor existe no estado da arte e damos apoio bio-psicossocial. É mediante estes princípios que a fundação avançou com a criação do Provedor do Doente, um cargo independente que existe para apoiar os doentes em todas as vertentes associadas à sua condição, seja de saúde, social ou psicológica”, afirmou o Presidente da Fundação Renal Portuguesa.

O Provedor do Doente, Carlos Silva, tem um contacto directo com a Doença Renal Crónica desde 1978. Ao longo deste período fez diálise durante 16 anos e recebeu dois transplantes. Preocupado e interessado com tudo o que diz respeito a esta patologia, foi dirigente associativo e assume, agora, a responsabilidade de trabalhar em conjunto e em prol dos doentes acompanhados na FRP.